Ela acordou sorrindo. Ela realmente estava diferente. E sorria estranhamente. Luísa nunca acordava de bom humor. Dizia ter uma vida amarga. Naquele dia ela estava com vontade de ir trabalhar, saiu de casa suspirando. Viu um Opala metálico azul, no engarrafamento de uma das principais avenidas da cidade. Opala era seu carro favorito. Sim, acreditem, ela era apaixonada por Opalas. Dizia para todos que um dia teria um Opala, pois este era um ''clássico automotivo''. Todos tiravam sarro dela, devido ao gosto exótico por coisas antigas. Mas este definitivamente não era o problema.
Perdeu o ônibus das oito e dez da manhã. O ônibus em que o alvo de sua lascívia embarcara. Luísa pensava que nem todo o charme, malícia e luxúria do mundo adiantariam nesse caso, afinal ele tinha um canhão no dedo anular da mão esquerda. Canhão era a denominação usada por Luísa para dizer aliança. Achava um abuso que homens tão bonitos e tão jovens estivessem de aliança no dedo. Ainda mais na mão esquerda. Já que o rapaz usava uma aliança na mão esquerda, era casado, portanto. Ou então usava o adorno só para fazer charme. E era nisso que acreditava. Dos olhos dela saíam faíscas, ela não conseguia ser discreta, e talvez fosse por isso que ele a olhara. Pensava que ele podia muito bem ser o amor da vida dela, ora bolas, mesmo que fosse casado, podia largar tudo para ficar com ela, afinal já haviam trocado olhares. Mas naquele dia não. Luísa olhou com sofreguidão o T5 partindo, mas mesmo assim continuou com espiríto altivo, ainda estava motivada.
No escritório, teve um dia calmo, seu chefe estava calmo, e até elogios ela ganhou naquele dia, enfim tivera seu trabalho reconhecido, mas Luísa andava com a cabeça nas nuvens. Perguntava para si, de onde saíra tanta felicidade? Logo ela, a rainha do infortúnio, a mais azarada das gurias de Porto Alegre, estava sentindo-se leve, tinha momentos de nostalgia e serenidade, depois de tantos anos. Dúvidas que permaneceram em sua mente por muitos e muitos dias...
Sentimento desse tipo não tem explicação. Ele surge naturalmente, te toma de súbito, causa delírios, te deixa simplesmente feliz. O nome desse sentimento é amor. Simples como a vida, bonito como o sorriso de uma criança, leve como uma pena... Então se um dia um sentimento desses te pegar de jeito, relaxe, aproveite o momento, carpe diem. Às vezes, fazemos como Luísa, ficamos com medo e com dúvida sobre o que devemos fazer, qual é a melhor atitude a ser tomada. Um grande erro... Portanto, não perca seu tempo procurando respostas, pois o amor é algo inexplicável, que existe para ser vivido e não decifrado.
24 novembro 2009
16 novembro 2009
OS DOIS LADOS DE UMA HISTÓRIA
Já não é de hoje que estou me decepcionando, em escala crescente, com as novelas do Manoel Carlos. Todos os personagens são bonitos, ricos, fúteis, poucos trabalham e nenhum acorda cedo. Juntando a isso infinitas cenas de paisagens e mais paisagens, belas de fato, mas que não acrescentam nada à história. Tudo isso acompanhado pelo inconfundível som da bossa nova ao fundo, entre uma cena e outra, ou alguma outra canção que gruda na cabeça feito carrapato. Atualmente, posso citar Shimbalaiê, que de tanto ouví-la, cheguei a pegar raiva da tal Maria Gadú, a cantora, mesmo sem conhecê-la. Marasmo pra cá, ócio pra lá, a trama da novela vai se desenvolvendo muito lentamente e só mesmo um telespectador com muita paciência não passa a mão no controle remoto ou vai dormir mais cedo. Porém, como é natural, é preciso observar Oriente e Ocidente. Se por um lado a história não empolga por não conter ritmo algum e tantos outros fatores desfavoráveis, por outro ela tem um autor que sabe como ninguém tratar da alma humana. Mais do que isso. Além de conhecê-la, sabe traduzi-la na forma de palavras que vão parar na boca dos personagens em momentos adequados e oportunos. A impressão que dá ao prestar atenção no texto dos personagens, é que eles falam exatamente aquilo que por vezes sentimos, mas que não temos coragem para colocar pra fora, por razões diversas.
Manoel Carlos é o tipo de autor que deve ser ouvido e não assistido. Como exemplo posso citar a cena que acabei de assistir, onde uma mãe via tirar satisfações com a madrasta da filha, sobre um acidente ocorrido com esta. A cena durou quase dez minutos e foi de uma dramaticidade intensa que me fez ficar imóvel diante dela, torcendo para que não terminasse logo. O único porém, foi ver a antológica protagonista Helena levando uma bofetada. Pra quem, assim como eu, estava acostumado a ver uma Helena forte, guerreira, batalhadora, que dava tapas, ao invés de recebê-los, pode ter ficado um tanto decepcionado e se perguntado quem era a verdadeira Helena nesta cena? Quem assistiu, sabe do que estou falando.
Manoel Carlos é o tipo de autor que deve ser ouvido e não assistido. Como exemplo posso citar a cena que acabei de assistir, onde uma mãe via tirar satisfações com a madrasta da filha, sobre um acidente ocorrido com esta. A cena durou quase dez minutos e foi de uma dramaticidade intensa que me fez ficar imóvel diante dela, torcendo para que não terminasse logo. O único porém, foi ver a antológica protagonista Helena levando uma bofetada. Pra quem, assim como eu, estava acostumado a ver uma Helena forte, guerreira, batalhadora, que dava tapas, ao invés de recebê-los, pode ter ficado um tanto decepcionado e se perguntado quem era a verdadeira Helena nesta cena? Quem assistiu, sabe do que estou falando.
27 julho 2009
Sabe qual é o segredo: ACREDITAR!!!
Só pra ver como as coisas são: antes de eu começar a fazer aquilo que sempre quis, nutria um certo medo e muito, mas muito negativismo, achando que comigo não daria certo nunca, que eu não levava jeito, que eu era uma ovelha desgarrada do rebanho, que eu poderia estar me prestando a um papelão ridículo, esse sim, digno de um Oscar. Pelos motivos acima citados e por muitos outros, tratei logo de buscar um novo caminho pra mim, já que achava que aquele que eu realmente queria seguir, seria impossível. Nesse novo caminho, quem disse que consegui esquecer meus companheiros de toda a vida (os sonhos) ? Nem sequer consegui deixá-los de lado na minha memória num cantinho onde eles pudessem viver com a esperança de um dia poder sair da posição de coadjuvantes e tomar a cena como protagonistas gloriosos. Por alguns momentos, jurei pra mim mesmo que iria esquecê-los de vez. Quanta ilusão!! se deixá-los descansados um pouco já é uma tarefa difícil, imagina só a dificuldade que é apagá-los da memória. Tem momentos na vida, ao menos na minha, em que criamos verdades que não existem e jogamos pra dentro do nosso cérebro, sem questionar com a razão se aquilo é, de fato, uma verdade. Com isso, educamos nossa mente de maneira incorreta, alimentando-a com verdades inexistentes. Então, quando decidimos acordar nossos reais objetivos de vida e damos a cara pra bater, a fim de concretizá-los, todas as nossas falsas verdades se derretem como flocos de neve atingidos pelos mais árduos raios de sol. Desse modo, percebemos que temos condições, que somos capazes, sim, de batalhar e vencer na busca dos nossos tão desejados ideais de vida e que cada novo dia é mais uma chance que temos de transformar nossos sonhos num grande espetáculo, com direito, é claro, a um gran finalle.
15 julho 2009
PASSADO QUE NÃO PASSOU
Na tentativa desesperada de achar qualquer vestígio, qualquer foto ou informação que o fizesse retornar à sua vida que havia perdido há algum tempo, ELE vasculhou o mundo com a ferramenta que estava ao seu alcance no momento, a internet. Nesse mundo ilimitado onde se encontra quase todos os remédios para os males do corpo e da alma, ELE, apesar de todo o esforço, não conseguira concretizar seu objetivo de poder voltar aquele ambiente em que fizera parte por um bom tempo. Como queria naquela hora poder rever o lugar onde tomara o primeiro contato com o mundo, onde realizara as mais fantasiosas aventuras em seu mundo de criança, onde aprendera a conhecer o meio social em que estaria submetido pelo resto de seus dias, onde idealizou todos os sonhos que lhe pareciam impossíveis de serem alcançados e, por alguns instantes, fáceis de serem conquistados...Cada pedaço daquele chão, cada canto daquela velha casa, o cheiro de aconchego que ela exalava, o faziam querer voltar a ser quem ele um dia havia sido e poder reescrever sua história, agora sem mais erros ou rabiscos. Por um momento, isso parecia ser possível de acontecer, mas, passada tal ilusão, sua condição atual de ser humano, o faz voltar a si e perceber que tal feito JAMAIS se tornará realidade. Como conviver, então, com o desafio diário de ter que calar sua voz interior que, a cada instante, suplica por um pouco de sossego entre as montanhas úmidas que um dia serviram de pano de fundo para sua existência? Será que algum dia, ELE conseguirá desmembrar-se do passado que tanto o solicita, a fim de começar a aproveitar todas as oportunidades que o presente lhe oferece, para, quem sabe, construir um futuro que mereça ser vivido ?
14 julho 2009
Avenged Sevenfold
A banda norte-americana de heavy metal Avenged Sevenfold (Vingado Sete Vezes) é o tema deste post. Grupo formado em 1999 por M. Shadows e Zacky Vengeance - já podemos ver que usam nomes artísticos, o A7x se destaca no mundo deste gênero musical, com alguns sons bem conhecidos por assíduos jogadores de Guitar Hero.

Embora o visual destes caras seja, no mínimo, diferente, e suas opiniões políticas bem escancaradas - segundo M. Shadows, a banda é amplamente a favor das forças armadas americanas presentes no Oriente Médio -, é preciso admitir também que a música deles está em grande nível no metal. Eles possuem um dos melhores guitarristas solos do heavy metal do momento, Synyster Gates.
O vocalista M. Shadows também assegura que Avenged Sevenfold não tem um gênero único. Para ele, a banda varia de punk rock, hard rock e heavy metal, de álbum para álbum. Este é justamente o maior trunfo de A7x, a variedade. Mas isso pode causar problemas, como por exemplo, M. Shadows ter paralisia facial parcial durante um show, por exceder-se nos gritos.

Mesmo assim, fica a dica. Avenged Sevenfold.
Afterlife
Beast and the Harlot
Bat Country
Embora o visual destes caras seja, no mínimo, diferente, e suas opiniões políticas bem escancaradas - segundo M. Shadows, a banda é amplamente a favor das forças armadas americanas presentes no Oriente Médio -, é preciso admitir também que a música deles está em grande nível no metal. Eles possuem um dos melhores guitarristas solos do heavy metal do momento, Synyster Gates.
O vocalista M. Shadows também assegura que Avenged Sevenfold não tem um gênero único. Para ele, a banda varia de punk rock, hard rock e heavy metal, de álbum para álbum. Este é justamente o maior trunfo de A7x, a variedade. Mas isso pode causar problemas, como por exemplo, M. Shadows ter paralisia facial parcial durante um show, por exceder-se nos gritos.
Mesmo assim, fica a dica. Avenged Sevenfold.
Afterlife
Beast and the Harlot
Bat Country
13 julho 2009
SONHOS: AÍ VOU EU
Como é bom poder correr atrás daquilo que nós realmente gostamos. Por quantas vezes na vida somos obrigados a desviar o rumo dos nossos sonhos, por motivos que, muitas vezes, não são tão importantes quanto julgamos ser. Aí, nos acomodamos, caímos naquela mesmice sofrível do dia-a-dia e fingimos pra nós mesmos que na nossa vida corre tudo bem, quando o que desejamos mesmo é estar longe dali, realizando outros projetos, ideais de vida, tentando descobrir nossa verdadeira vocação, que nem de longe se assemelha com tudo aquilo que estamos vivendo, suportando, na verdade. Um pensamento que sempre devemos cultivar vivo em nossa mente é o de que não seremos eternamente jovens, nem desfrutaremos de um corpo e mente saudáveis e sempre dispostos a buscar novos conhecimentos que julgamos úteis para a nossa existência. Em muitas ocasiões, olhamos para um idoso e nos perguntamos se deve existir alegrias na vida desse ser já tão chicoteado pelas mãos implacáveis do tempo e dificilmente cogitamos a hipótese de estar um dia ali, no lugar dele, carregando nas costas algumas décadas de realizações, ou não, dependendo do tipo de vida que escolheu para si. Então, para não correr o risco de chegar a velhice e só lá me dar conta de que a vida que eu queria pra mim não era nada parecida com aquela que escolhi, decidirei abandonar essa rotina que não me pertencia, esses sonhos que inventei, esse lugar que só me trazia sofrimento, enfim, essa vida que eu realmente não queria pra mim e me tornarei senhor dos meus próprios passos . Vou viver num lugar distante no infinito dos meus sonhos ao lado das pessoas que me fazem bem, de uma rotina que só me dá prazer e de uma existência que realmente vale a pena ser vivida e agradecida por Deus tê-la me concedido. Desejo uma boa sorte pra mim.
Assinar:
Postagens (Atom)